27 de out de 2014

Eleições no Brasil: vitória dos votos nulos e em branco e das abstenções

Eleições no Brasil:
Uma vitória da rejeição às Eleições nos votos nulos e em branco e das abstenções no 1º e 2º turnos das Eleições gerais para Presidente e governadores!

No 1º turno:
5,80% de votos nulos
3,84% de votos em branco
19,39% de abstenções

Total de 29,03% dos eleitores...

No 2º turno:
4,63% de votos nulos
1,71% de votos em branco
21,10% de abstenções

Total de 27,44% dos eleitores...

São números do TSE, que podem indicar que mais e mais gente no Brasil, já quase um em cada três brasileiros, já não quer saber nem mesmo de votar - para o desespero de comunistas, democratas, fascistas, "liberais", neoliberais, social-cristãos, social-democratas, socialistas, trabalhistas, etc & etc - todos adoradores do "Estado Democrático de Direito"...

26 de out de 2014

7 de out de 2014

Manifesto do Unabomber “resumido”:* Prefácio de "Escravidão Tecnológica", de Ted Kaczynski

*(Do livro Escravidão Tecnológica, de Ted Kaczynski, 2010.)


Eu quero indicar aqui, em forma de sumário, os quatro pontos principais que eu tentei tratar nos meus escritos.

1. O progressos tecnológico está nos levando para um desastre inevitável.
Pode haver desastre físico (por exemplo, alguma forma de catástrofe ambiental), ou pode haver desastre em termos de dignidade humana (redução da raça humana para uma condição de degradação e servidão). Mas desastre de um tipo ou outro irá certamente resultar do progresso tecnológico contínuo.
Isto não é uma opinião excêntrica. Entre aqueles assustados pelas prováveis consequências do progresso tecnológico estão Bill Joy, cujo artigo “Porque o futuro não precisa de nós" está famoso agora, Martin Rees, autor do livro Nosso século final, e Richard A. Posner, autor de Catástrofe: Risco e Responsabilidade. Nenhum destes três é por qualquer esforço de imaginação radical ou predisposto a encontrar erros na estrutura existente da sociedade. RIchard Posner é um juiz conservador da Corte de Apelações para o Sétimo Circuito dos Estados Unidos. Bill Joy é um conhecido mago de computador, e Martin Rees é o Astrônomo Real da Inglaterra. Estes últimos dois homens, tendo dedicado suas vidas para a tecnologia, dificilmente iriam ficar com medo da tecnologia sem terem boas razões para isso.
Joy, Rees, e Posner estão preocupados principalmente com o desastre físico e com a possibilidade e de fato a probabilidade de que seres humanos serão suplantados por máquinas. O desastre que o progresso tecnológico implica para a dignidade humana tem sido discutidos por homens como Jacques Ellul e Lewis Mumford, cujos livros são largamente lidos e respeitados. Nenhum dos dois é considerado como à margem ou mesmo perto disso.

2. Só um colapso da civilização tecnológica moderna poderá evitar o desastre. 
É claro, o colapso da civilização vai ele mesmo trazer desastres. Mas quanto mais o sistema tecnoindustrial continuar a expandir, pior será o eventual desastre. Um desastre menor agora irá evitar um maior depois.
O desenvolvimento do sistema tecnoindustrial não pode ser controlado, moderado ou guiado, nem podem seus efeitos serem moderados em qualquer grau substancial. Isto, novamente, não é uma opinião excêntrica. Muitos escritores, começando por Karl Marx, tem notado a fundamental importância da tecnologia em determinar o curso do desenvolvimento da sociedade. Na realidade, eles tem reconhecido que é a tecnologia que rege a sociedade, não o contrário. Ellul especialmente tem enfatizado a autonomia da tecnologia, ou seja, o fato de que a tecnologia moderna assumiu uma vida própria e não está sujeita ao controle humano. Ellul, além disso, não foi o primeiro a formular esta conclusão. Já em 1934 o pensador mexicano Samuel Ramos afirmou claramente o princípio da autonomia tecnológica, e esta compreensão foi esboçada já em 1860 por Samuel Butler. Claro, ninguém questiona o óbvio fato que indivíduos ou grupos humanos podem controlar a tecnologia no sentido de que em um dado ponto no tempo eles podem decidir o que fazer com um item particular da tecnologia. O que o princípio da autonomia da tecnologia afirma é que o desenvolvimento global da tecnologia, e suas consequências a longo prazo para a sociedade, não são sujeitos ao controle humano. Disso, enquanto a tecnologia moderna continuar a existir, há muito pouco que podemos fazer para moderar os seus efeitos.
Um corolário é que nada menos do que o colapso da sociedade tecnológica pode evitar um desastre maior. Assim, se quisermos defender nós próprios contra a tecnologia, a única ação que nós podemos tomar que pode revelar-se eficaz é um esforço para acelerar o colapso da sociedade tecnológica. Ainda que esta conclusão é uma consequência óbvia do princípio da autonomia tecnológica, e embora isto possivelmente está implícito em determinadas afirmações de Ellul, eu não conheço nenhum autor convencionalmente publicado que reconheceu explicitamente que nossa única saída é através do colapso da sociedade tecnológica. Esta aparente cegueira para o óbvio só pode ser explicada como o resultado de acanhamento.
Se nós queremos precipitar o colapso da sociedade tecnológica, então o nosso objetivo é um revolucionário sob qualquer definição razoável do termo. Com o que estamos confrontados, portanto, é uma necessidade por uma revolução intensa.


3. A esquerda política é a primeira linha de defesa da sociedade tecnológica contra a revolução. 
De fato, a esquerda hoje serve como um tipo de extintor de incêndio que apaga e extingue qualquer movimento revolucionário nascente. O que eu quero dizer com “a esquerda”? Se você acha que racismo, sexismo, direitos dos homossexuais, direitos dos animais, direitos dos indígenas, e “justiça social” em geral estão entre os assuntos mais importantes que o mundo atualmente enfrenta, então você é um esquerdista como eu uso este termo. Se você não gosta da aplicação da palavra “esquerdista”, então você está livre para designar as pessoas que eu estou me referindo por algum outro termo. Mas, seja como você os chame, as pessoas que extinguem movimentos revolucionários são as pessoas que são atraídas indiscriminadamente por causas: racismo, sexismo, direitos dos homossexuais, direitos dos animais, o meio ambiente, pobreza, fábricas exploradoras, neocolonialismo… é tudo o mesmo para eles. Estas pessoas constituem uma subcultura que tem sido rotulada “a cultura adversária”. Sempre que um movimento de resistência começa a emergir, estes esquerdistas (ou como você preferir chamá-los) vem para cima dele como abelhas para o mel até que eles sejam mais numerosos que os membros originais do movimento, assumem o controle, e o tornam em apenas mais outra facção esquerdista. A história do “Earth First!” fornece um elegante exemplo deste processo.


4. O que é necessário é um novo movimento revolucionário. 
É necessário um novo movimento revolucionário, dedicado à eliminação do sistema tecnológico, que irá tomar medidas para excluir todos os esquerdistas, assim como os diversos neuróticos, preguiçosos, incompetentes, charlatões, e pessoas deficientes em autocontrole que são atraídos para movimentos de resistência na América hoje. Que forma um movimento revolucionário deve tomar está aberta à discussão. O que está claro é que, para um começo, pessoas que estão sérias sobre como lidar com o problema da tecnologia devem estabelecer contato sistemático com outros e seu senso de propósito comum; eles devem terminantemente/rigidamente separar a si mesmos da “cultura adversária”; eles devem ser orientados para a ação pratica, sem renunciar a priori as formas mais extremas de ações; e eles devem tomar como seu objetivo nada menos que a dissolução da civilização tecnológica.



Notas

1 – Wired Magazine, abril de 2000.

2 – Publicado por William Heinemann, 2003.

3 – Oxford University Press, 2004

4 – El perfil del hombre y la cultura en México, Décima Edição, Espaca-Calpe Mexicana, Cidade do México, 1982 (originalmente publicado em 1934), páginas 104-105.

5 – Ver Paul Hollander, The Survival of Adversary Culture

6 – O processo está habilmente documentado por Martha F. Lee, Earth First!: Enviromental Apocalypse , Syracuse University Press, 1995.




2 de out de 2014

"Quais são as alternativas democráticas à democracia? "

Um interessante artigo no blog Liberte-se do Sistema!...
... Quais são as alternativas democráticas à democracia?...
... bem lembra e lista estas:


Consenso;
Autonomia;
Federações sem "cabeças";
Ação Direta;
Resolução de Discordâncias sem as Autoridades;
Viver sem Permissão...


Leia esse artigo lá em: