26 de dez de 2014

“Para Mudar Tudo”... um projeto anarquista!

Apresentação:

Mudanças climáticas, escassez de água, crises econômicas que ameaçam nossos empregos já instáveis e precários, bem como nosso acesso a alimento, saúde e moradia: a ordem dominante é insustentável em todas as suas formas. Até mesmo os seus maiores representantes, como a mídia, políticos e empresários, admitem que são necessárias mudanças radicais. Mas por que deveríamos pedir ou esperar que essas autoridades tomem a iniciativa?

O que seria, realmente, mudar tudo? Como escolheremos caminhos diferentes?

O projeto “Para Mudar Tudo” tem como objetivo a propaganda dos pensamentos e valores libertários e radicais para pessoas que ainda não tiveram contato com essas ideias ou práticas mas que mesmo assim sentem que precisamos resistir à ordem política vigente. Ele conta com um texto introdutório ao pensamento anarquista e em linguagem acessível, levado ao público por diferentes formatos: 4 mil cópias de uma revista impressa com cerca de 50 páginas, uma versão em pdf para download, uma versão em vídeo do mesmo texto com cerca de 8 minutos para circulação na internet, posters e adesivos para serem difundidos nas ruas, espaços libertários, centros sociais, ou mesmo pregado nos quartos de jovens rebeldes. Tudo isso reunido em um site para download gratuito e livre difusão.

Todo o projeto – vídeo, texto, site – foi produzido e adaptado para cerca de 14 idiomas por coletivos locais de cada país para ser lançado ao mesmo tempo nos 5 continentes e propagar o caráter sem fronteiras e cooperativo do anarquismo. Cada versão foi também devidamente adaptada ou reescrita pelos coletivos locais para ser usada como plataforma de diálogo com indivíduos e iniciativas de cada região. Então, com exemplos, contextos, imagens e linguagens, tentamos falar da nossa realidade e propor formas de resistir às opressões existentes nela.

Nosso site tem como proposta servir de introdução a pensamentos e ações libertárias e te colocar em contato com grupos e pessoas agindo – ou que aspiram agir – para resistir e transformar a realidade em que vivemos.

Aproveite o conteúdo e fique à vontade para entrar em contato!
Conheça o projeto e visite nossa página em português:

23 de dez de 2014

AnarcoPrimitivismo



Uma mudança é definitivamente essencial para o que a filosofia da anarquia significa. Em países como Inglaterra, França e Turquia assim como nos Estados Unidos, existe um crescente interesse em o que é chamado anarcoprimitivismo. Publicações americanas como, por exemplo, Anarchy, Fifth State e Feral refletem esta mudança. Assim como Green Anarchist e Do or Die!, na Inglaterra.

Aqui está um olhar, de uma perspectiva Americana, sobre o movimento.


1. Existe uma profunda crise em todos os níveis; individual, social, ambiental. O câncer do capitalismo tecnológico esta se expandindo com um impacto devastador.


2. Liberalismo, esquerdismo, pacifismo são faces de uma falida pseudo-oposição à ordem dominante. A única oposição radical é a anarquia.


3. A anarquia é cada vez mais militante. Sabemos que aproximações por métodos manipuladores e submissão são falsos. Se nós e o planeta desejamos sobreviver e nos tornar livres, devemos quebrar as regras e revidar.


4. A anarquia é cada vez mais primitivista. Sabemos que a tecnologia não é "neutra", e incorpora o sistema sugador de vidas que esta nos cercando. Civilização, que é baseada na divisão de trabalho e domesticação, também deve ser abolida. Sua lógica desmembradora tem nos levado para a atual condição de vazio, destruição e patologia.


5. Nosso objetivo é uma comunidade não hierárquica e face a face. Todo obstáculo para tal deve ser removido. Um grande desmantelamento é necessário para que a natureza e cada indivíduo seja honrado. A descentralização completa é o objetivo.


6. Tecnologia e capital a uma monocultura massificada que escraviza toda vida. Produção em massa, fábrica, especialização, pensamento separatista é parte do problema, e não da solução.


7. Livre associação, autonomia, transparência, espontaneidade, comunhão com a natureza, diversão, criatividade são requisitos para uma existência saudável e livre. Produtividade, hierarquia, coerção, trabalho, consciência de tempo não.


8. Se nossa missão e nossa visão parece loucura, quão mais louco é não fazer nada efetivo para impedir a marcha mortal da compra e venda global? No futuro uma criança pode perguntar: "Como você deixou tudo isso chegar a esse ponto? O que você fez para parar?"


9. Com a infelicidade difundida está exposto muito das mentiras e condicionamentos que defende este sistema de não futuro, vemos que um diálogo aberto entre todos é essencial.


10. Voto, programas de reciclagem, reformismo, e protestos não têm conseguido realmente nada. Tem que haver um rompimento qualitativo com a Megamáquina.

De que lado você está?

18 de dez de 2014

"Um guia de estratégia para o guerreiro da Terra"

("Emprestado" lá do blog Gente Chimarrona...)

O manual EarthForce: Um guia de estratégia para o guerreiro da Terra orienta o ecologista individual quanto a sua posição e tarefas na guerra para salvar a Terra -- como se preparar, planejá-las e executá-las:
"A guerra para salvar os ecossistemas e a biodiversidade da Terra é a luta mais importante da história. Também é uma guerra travada pelos seres humanos para proteger a Terra da humanidade, ou seja, de nós mesmos. Essa luta, singular e profunda, requer um guia de estratégia igualmente singular e profundo. Earthforce: Um guia de estratégia para o guerreiro da Terra atende a esta necessidade."

16 de dez de 2014

Novo Confronto entre Índios e Policiais em Brasília

Na tarde desta terça-feira (16 de dezembro), em Brasília, houve novo confronto entre índios e policiais. Um policial e um funcionário do Ministério Público chegaram a ser flechados, durante mais uma tentativa de ocupação da Câmara dos Deputados por parte dos índios, que protestavam contra a Proposta de Emenda Constitucional 215, a qual transfere a prerrogativa de homologar Terras Indígenas (TIs) e Unidades de Conservação (UCs) do Executivo para o Legislativo.

























10 de dez de 2014

Ativistas do Pussy Riot Recebem o Prêmio Hannah Arendt

Por seu ativismo contra a repressão política na Rússia e na Ucrânia, as integrantes do coletivo performático/musical (oi! / street punk / riot grrrl) russo Pussy Riot receberam o prêmio “Hannah Arendt”, na Alemanha, em 05 de dezembro 2014.


Em 2012, as mulheres do Pussy Riot protestaram contra a reeleição de Vladimir Putin com uma "prece punk", cantando e dançando diante do altar de uma catedral de Moscou.
As ativistas do Pussy Riot foram condenadas a dois anos de prisão, o que deu início ao movimento internacional "Free Pussy Riot". Mesmo tendo recebido um indulto, algumas delas tiveram de sair da Rússia devido às perseguições que vinham sofrendo.


4 de dez de 2014

Camisetas do Sea Shepherd

Sem "merchã" (só pra constar... de novo!), umas sugestões de camisetas do Sea Shepherd que achei bacanas - comprei uma pra mim e outra pra minha namorada -, na GreenWorks:




21 de nov de 2014

Pan-Erotismo: A Dança Da Vida

Por Feral Faun

(Com imagens públicas de Fuck For Forest...)

Caos é uma dança, uma fluida e erótica dança da vida. E a civilização odeia o caos e, por isso, também odeia Eros. Mesmo no suposto tempo livre da sexualidade, a civilização reprime o erótico. Ela ensina que orgasmos são eventos que acontecem somente em algumas pequenas partes de nossos corpos e só através da manipulação correta das partes. Isso(ela) apertou Eros na armadura de Marte, fazendo sexo em uma economia competitiva, realização centralizada no trabalho, em vez de um alegre e inocente jogo.
Mas mesmo em meio a essa repressão, Eros se recusa a aceitar este molde. Sua alegria e forma de dançar fazem, aqui e ali, interrupções através da armadura de Marte. Como nossa existência civilizada nos torna cegos, a dança da vida continua a escorrer em nossa consciência de(em) poucas formas. Um olhar para o pôr do sol, estar em pé no meio da floresta, subir uma montanha, ouvir pássaros cantarem, estar descalço em uma praia, e começaremos a sentir uma certa exaltação, um sensação de temor e alegria. Isso é o início de um orgasmo no corpo inteiro, não se limitando as, assim chamadas, "zonas erógenas" da civilização, mas a civilização nunca deixa os sentimentos se autorrealizarem. Caso contrário, perceberíamos que tudo que não é produto da civilização é vivo e alegremente erótico.
Mas alguns de nós estão lentamente se despertando da anestesia da civilização. Nós estamos cientes que cada pedra, cada árvore, cada rio, cada animal, cada ser no universo não está apenas vivo, mas que estão mais vivos do que nós seres civilizados. Esta consciência não é apenas intelectual. Ela não será uma outra teoria acadêmica transformada pela civilização. Nós sentimos isso. Nós ouvimos as canções de amor dos rios e das montanhas e enxergamos as danças das árvores. Nós não mais queremos usá-las com coisas mortas, uma vez que elas estão muito vivas. Nós queremos ser seus amantes, incorporar-se em suas lindas danças eróticas. E ela nos fascina. A dança da morte da civilização congela cada célula, cada músculo dentro de nós. Nós sabemos que seremos desastrados bailarinos e amantes desajeitados. Nós seremos tolos. Mas a nossa liberdade está na nossa insensatez. Se podemos ser tolos, temos que começar a quebrar as cadeias da civilização, temos que começar a perder a nossa necessidade de consumir. Sem a necessidade de consumir, temos tempo para aprender a dança da vida; temos tempo para tornarmos amantes de árvores, pedras e rios. Ou, mais precisamente, o tempo, para nós, passa a não existir e a dança torna-se as nossas vidas, nós aprenderemos a amar tudo o que vive. E se não aprendermos a dançar a dança da vida, toda a nossa resistência a civilização será inútil. E esta continuará mais uma vez a governar dentro de nós e voltaremos novamente a criá-la.
Portanto, vamos dançar a dança da vida. Vamos dançar desajeitados e sem vergonha, e quem de nós, pessoas civilizadas, não é desastrada? Vamos fazer amor com os rios, às árvores, às montanhas; com os nossos olhos, os nossos pés, nossas mãos e os nossos ouvidos. Deixe todas as partes do nosso corpo despertar o erótico êxtase da dança da vida. Vamos voar. Vamos dançar. Vamos curar. Vamos descobrir que nossas imaginações são fortes, que fazem parte da dança erótica que pode criar o mundo que desejamos.
Fonte: Raiz Primitiva...
...Do panfleto "Rants, Essays and Polemics of Feral Faun (Declamações, Crônicas e polêmicas do Feral Faun)" - Chaotic Endeavors, 1987.

13 de nov de 2014

Índios Punem Guerrilheiros e Dividem a Colômbia

Justiça Indígena impõe penas às Farc por assassinatos

"O auditório tem capacidade para mil pessoas, mas parecia conter muito mais gente. E no voto direto, levantando as mãos, todas essas pessoas tomavam decisões sobre a sentença a ser aplicada aos guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) acusados de matar dois guardas indígenas da tribo Nasa na região de Cauca, no sudoeste do país, na semana passada."


- Assim começa um artigo muito interessante do site de notícias "Último Segundo", que mostra uma grande novidade surgida entre os indígenas da Colômbia:
ao invés de se submeterem aos projetos de nacionalização e inclusão social, econômica e política ao establishment, via órgão estatais, ONGs e igrejas, ou mesmo pela via da participação política através de partidos e eleições, indígenas colombianos estiveram criando, a partir de uma preservação de sua própria cultura e de uma resistência própria, formas também próprias de organização social e de poder político de base e popular.
- O artigo traz ainda algumas passagens que merecem destaque:
"A direita colombiana acusou os indígenas de simpatizar com as Farc. No entanto, os nasa sempre se declararam neutros e exigiram a saída de grupos armados de seu território, sob a alegação de não querer ficar no fogo cruzado."
"Sua visão de justiça está mais voltada para a reabilitação do que a punição. Por isso, preferem os castigos corporais ao encarceiramento. E as chicotadas muitas vezes são combinadas com poções para ajudar na reabilitação. Trabalhos comunitários também são outra medida de reabilitação utilizada. No pior dos casos, a pena é a expulsão, algo que para os índios é um castigo inimaginável."


Leia o artigo completo em:

5 de nov de 2014

Brigitte Bardot

Às vésperas de completar seus 80 anos, a bela e sexy ex-atriz e ativista ecológica radical Brigitte Bardot, a muito famosa BB (ainda que afastada do cinema do cinema desde 1973!)...
... fez uma aparição pública para fotos junto ao navio "pirata"/ecológico de alta velocidade do Sea Shepherd que leva sua imagem e o seu nome.
Antes disso, a também bela e sexy ex-atriz Pamela Anderson já tinha posado junto ao "Brigitte Bardot".
BB... ela continua sendo e fazendo a mesma bela figura de sempre!
(E a PA também...)

27 de out de 2014

Eleições no Brasil: vitória dos votos nulos e em branco e das abstenções

Eleições no Brasil:
Uma vitória da rejeição às Eleições nos votos nulos e em branco e das abstenções no 1º e 2º turnos das Eleições gerais para Presidente e governadores!

No 1º turno:
5,80% de votos nulos
3,84% de votos em branco
19,39% de abstenções

Total de 29,03% dos eleitores...

No 2º turno:
4,63% de votos nulos
1,71% de votos em branco
21,10% de abstenções

Total de 27,44% dos eleitores...

São números do TSE, que podem indicar que mais e mais gente no Brasil, já quase um em cada três brasileiros, já não quer saber nem mesmo de votar - para o desespero de comunistas, democratas, fascistas, "liberais", neoliberais, social-cristãos, social-democratas, socialistas, trabalhistas, etc & etc - todos adoradores do "Estado Democrático de Direito"...

26 de out de 2014

7 de out de 2014

Manifesto do Unabomber “resumido”:* Prefácio de "Escravidão Tecnológica", de Ted Kaczynski

*(Do livro Escravidão Tecnológica, de Ted Kaczynski, 2010.)


Eu quero indicar aqui, em forma de sumário, os quatro pontos principais que eu tentei tratar nos meus escritos.

1. O progressos tecnológico está nos levando para um desastre inevitável.
Pode haver desastre físico (por exemplo, alguma forma de catástrofe ambiental), ou pode haver desastre em termos de dignidade humana (redução da raça humana para uma condição de degradação e servidão). Mas desastre de um tipo ou outro irá certamente resultar do progresso tecnológico contínuo.
Isto não é uma opinião excêntrica. Entre aqueles assustados pelas prováveis consequências do progresso tecnológico estão Bill Joy, cujo artigo “Porque o futuro não precisa de nós" está famoso agora, Martin Rees, autor do livro Nosso século final, e Richard A. Posner, autor de Catástrofe: Risco e Responsabilidade. Nenhum destes três é por qualquer esforço de imaginação radical ou predisposto a encontrar erros na estrutura existente da sociedade. RIchard Posner é um juiz conservador da Corte de Apelações para o Sétimo Circuito dos Estados Unidos. Bill Joy é um conhecido mago de computador, e Martin Rees é o Astrônomo Real da Inglaterra. Estes últimos dois homens, tendo dedicado suas vidas para a tecnologia, dificilmente iriam ficar com medo da tecnologia sem terem boas razões para isso.
Joy, Rees, e Posner estão preocupados principalmente com o desastre físico e com a possibilidade e de fato a probabilidade de que seres humanos serão suplantados por máquinas. O desastre que o progresso tecnológico implica para a dignidade humana tem sido discutidos por homens como Jacques Ellul e Lewis Mumford, cujos livros são largamente lidos e respeitados. Nenhum dos dois é considerado como à margem ou mesmo perto disso.

2. Só um colapso da civilização tecnológica moderna poderá evitar o desastre. 
É claro, o colapso da civilização vai ele mesmo trazer desastres. Mas quanto mais o sistema tecnoindustrial continuar a expandir, pior será o eventual desastre. Um desastre menor agora irá evitar um maior depois.
O desenvolvimento do sistema tecnoindustrial não pode ser controlado, moderado ou guiado, nem podem seus efeitos serem moderados em qualquer grau substancial. Isto, novamente, não é uma opinião excêntrica. Muitos escritores, começando por Karl Marx, tem notado a fundamental importância da tecnologia em determinar o curso do desenvolvimento da sociedade. Na realidade, eles tem reconhecido que é a tecnologia que rege a sociedade, não o contrário. Ellul especialmente tem enfatizado a autonomia da tecnologia, ou seja, o fato de que a tecnologia moderna assumiu uma vida própria e não está sujeita ao controle humano. Ellul, além disso, não foi o primeiro a formular esta conclusão. Já em 1934 o pensador mexicano Samuel Ramos afirmou claramente o princípio da autonomia tecnológica, e esta compreensão foi esboçada já em 1860 por Samuel Butler. Claro, ninguém questiona o óbvio fato que indivíduos ou grupos humanos podem controlar a tecnologia no sentido de que em um dado ponto no tempo eles podem decidir o que fazer com um item particular da tecnologia. O que o princípio da autonomia da tecnologia afirma é que o desenvolvimento global da tecnologia, e suas consequências a longo prazo para a sociedade, não são sujeitos ao controle humano. Disso, enquanto a tecnologia moderna continuar a existir, há muito pouco que podemos fazer para moderar os seus efeitos.
Um corolário é que nada menos do que o colapso da sociedade tecnológica pode evitar um desastre maior. Assim, se quisermos defender nós próprios contra a tecnologia, a única ação que nós podemos tomar que pode revelar-se eficaz é um esforço para acelerar o colapso da sociedade tecnológica. Ainda que esta conclusão é uma consequência óbvia do princípio da autonomia tecnológica, e embora isto possivelmente está implícito em determinadas afirmações de Ellul, eu não conheço nenhum autor convencionalmente publicado que reconheceu explicitamente que nossa única saída é através do colapso da sociedade tecnológica. Esta aparente cegueira para o óbvio só pode ser explicada como o resultado de acanhamento.
Se nós queremos precipitar o colapso da sociedade tecnológica, então o nosso objetivo é um revolucionário sob qualquer definição razoável do termo. Com o que estamos confrontados, portanto, é uma necessidade por uma revolução intensa.


3. A esquerda política é a primeira linha de defesa da sociedade tecnológica contra a revolução. 
De fato, a esquerda hoje serve como um tipo de extintor de incêndio que apaga e extingue qualquer movimento revolucionário nascente. O que eu quero dizer com “a esquerda”? Se você acha que racismo, sexismo, direitos dos homossexuais, direitos dos animais, direitos dos indígenas, e “justiça social” em geral estão entre os assuntos mais importantes que o mundo atualmente enfrenta, então você é um esquerdista como eu uso este termo. Se você não gosta da aplicação da palavra “esquerdista”, então você está livre para designar as pessoas que eu estou me referindo por algum outro termo. Mas, seja como você os chame, as pessoas que extinguem movimentos revolucionários são as pessoas que são atraídas indiscriminadamente por causas: racismo, sexismo, direitos dos homossexuais, direitos dos animais, o meio ambiente, pobreza, fábricas exploradoras, neocolonialismo… é tudo o mesmo para eles. Estas pessoas constituem uma subcultura que tem sido rotulada “a cultura adversária”. Sempre que um movimento de resistência começa a emergir, estes esquerdistas (ou como você preferir chamá-los) vem para cima dele como abelhas para o mel até que eles sejam mais numerosos que os membros originais do movimento, assumem o controle, e o tornam em apenas mais outra facção esquerdista. A história do “Earth First!” fornece um elegante exemplo deste processo.


4. O que é necessário é um novo movimento revolucionário. 
É necessário um novo movimento revolucionário, dedicado à eliminação do sistema tecnológico, que irá tomar medidas para excluir todos os esquerdistas, assim como os diversos neuróticos, preguiçosos, incompetentes, charlatões, e pessoas deficientes em autocontrole que são atraídos para movimentos de resistência na América hoje. Que forma um movimento revolucionário deve tomar está aberta à discussão. O que está claro é que, para um começo, pessoas que estão sérias sobre como lidar com o problema da tecnologia devem estabelecer contato sistemático com outros e seu senso de propósito comum; eles devem terminantemente/rigidamente separar a si mesmos da “cultura adversária”; eles devem ser orientados para a ação pratica, sem renunciar a priori as formas mais extremas de ações; e eles devem tomar como seu objetivo nada menos que a dissolução da civilização tecnológica.



Notas

1 – Wired Magazine, abril de 2000.

2 – Publicado por William Heinemann, 2003.

3 – Oxford University Press, 2004

4 – El perfil del hombre y la cultura en México, Décima Edição, Espaca-Calpe Mexicana, Cidade do México, 1982 (originalmente publicado em 1934), páginas 104-105.

5 – Ver Paul Hollander, The Survival of Adversary Culture

6 – O processo está habilmente documentado por Martha F. Lee, Earth First!: Enviromental Apocalypse , Syracuse University Press, 1995.